JOSE DOS REIS MOREIRA

21AGO13 – Nova publicação em espaço do ribeiro jequeri –

  • PREZADO REIS…Posso até estar violando privacidade,mas não me contive o desejo de postar esta bela história de vc e Lu Reis
    Sinto honrado em ser conhecedor de parte da história vitoriosa dos CALIDONIOS e vc é componente com uma trajetória de vida, partindo das terras Jequerienses, passando por Itanhomi e depois para o mundo.
    QUEIRA AINDA ACEITAR ESSAS LEMBRANÇAS COMO FORMA DE HOMENAGEM PELO DIA DO SEU ANIVERSÁRIO. PARABENS COM ABRAÇOS.

    JOSE DOS REIS MOREIRA

    by ribeirojequeri
    21AGO13 – COPIO O QUE CONSIDERO UMA BONITA HISTÓRIA DE VIDA. EU CONHEÇO UM POUCO DA SAGA DOS CALIDONIOS -REIS MOREIRA É UM JEQUERIENSE QUE FEZ HISTÓRIA .

    breve história da família Reis e LU

    José dos Reis Moreira (Zezé – para os irmãos, Zé do Calidônio – em Itanhomi, Reis – quando se mudou de lá), nasceu em 21 de agosto de 1945, no Córrego de Santo Antônio, município de Jequeri, Minas Gerais.

    Caçula dos onze filhos de Vô Calidônio e Vó Maria passou a primeira infância vivendo a liberdade de um garoto da roça.

    Com a colaboração e cumplicidade dos sobrinhos elaborava e executava, para desespero das irmãs, as artes e traquinagens típicas (algumas vezes nem tanto) de crianças felizes e sem traumas, coisa que naquele tempo ainda nem existia…E se existisse ninguém dava bola, pois tínhamos coisas mais importantes a nos ocupar,

    Quando a irmã Nadir, casou-se com Neco, mudou-se para os Troncos, município de Santo Antônio do Grama, levou consigo o Zezé com a ingrata missão de ensiná-lo a ler. Nadir e Neco foram morar em uma casa à margem do Rio Casca, na fazenda de propriedade de “seu” José Gonçalves e dona Regina, pais de Neco (um casal de santos, que livraram Zezé de muitos dos castigos impostos por Nadir, quando as brigas com as letras se tornavam tão intensas, que o castigo era a única alternativa que restava à desesperada professora para solucionar o conflito).

    Enfiar numa cabeça dura e rebelde (mimada acima de tudo, pois caçula é caçula e Zezé nunca abdicou dos privilégios e benesses de sua posição) os mistérios do alfabeto e dos números, que se separados eram até compreensíveis, mas quando se misturavam, pelo amor de Deus… Era uma completa loucura!

    Entender que juntando um “ele” com um “agá”e botar algum A E I O U na frente pudesse ter algum significado era coisa de doido…

    Melhor ir nadar, caçar passarinhos ou qualquer outro bicho, que se desse para comer era melhor ainda… Do preá então, nem se fala

    Com a mudança da família para a zona do município de Itanhomi, em 1954, o Vô Calidônio fundou uma escola em sua fazenda, no córrego Palmital do Jataí. Hoje este lugar é chamado de Córrego dos Calidônios e o Vô virou nome de lugar – topônimo, para ficar mais chique.

    Nadir, como professora da escola, continuou com a sua difícil missão de levar Zezé até às “Leicturas Manuscriptas”, último livro do calvário para o aprendizado das letras numa escola rural. Do lado números, nenhum problema. As quatro operações de conta, os algarismos romanos e os juros, que não os compostos, estavam perfeitamente dominados.

    Para conseguir o diploma de conclusão do curso primário, (não era emitido na escola rural), em agosto de 1956, Zezé foi morar na casa da prima Isabel, a mais ou menos três quilômetros da cidade de Itanhomi, onde se matriculou no Grupo Escolar Humberto de Campos na classe da professora dona Ana Patrícia.

    Bons tempos aqueles, o único senão era ter que comer feijão brotado. Choveu demais naquele ano, não deu sol para secar a colheita, o feijão brotou na roça, e o jeito era comê-lo assim mesmo: brotado, feio, doce, mau cheiroso, de gosto ruim.

    Final de ano, diploma na mão, o orgulhoso Zezé, matriculou-se no Curso de Admissão ao recém fundado “Ginásio “Arthur Bernardes”. Aí a coisa parece haver mudado de rumo, as brigas com as letras foram se transformando uma relação mais amigável, a sedução do saber se fez presente, indicando que daí poderia nascer uma relação razoável para o resto da vida. Zezé era um curioso.

    Em vista disto, para apoiar o filho, que enfim tomara gosto pela coisa, Vó Maria disse: “esse vai virar doutor”, e mudou-se para a rua, fundou o Hotel São Geraldo, o primeiro da cidade de Itanhomi. Todos os ilustres que mudaram-se para a cidade a fim de assumirem os seus postos de Juiz de Direito, Promotor de Justiça, Tabelião, Exator, Telegrafistas, Professoras Formadas, etc., foram hóspedes do hotel.

    Terminado o curso ginasial 1961, no ano seguinte (1962) Zezé matriculou-se no Curso Científico do Colégio Arquidiocesano, em Ouro Preto.

    Foi aí que o Zezé, o Zé do Calidônio virou o Reis. As amarras começam a ser cortadas e a pessoa começa a ter uma referência própria.

    Em 1963, transferiu-se para o Colégio Estadual de Caratinga, onde concluiu o Científico em 1965.

    Alguns fracassos no vestibular, algumas aulas no Colégio Estadual de Itanhomi e o agora Reis, se muda para São Paulo. Vá trabalhar, vagabundo! Já está passando da hora!

    Em São Paulo já moravam alguns irmãos: Zizinha e Venute que vieram primeiro, Filoca e Zito depois. Na casa deles, e junto com a sobrinhada estava o Reis. Um novo período de peripécias estava se iniciando. E olha aí, o Tio Reis e os sobrinhos novamente juntos. Isto promete…

    E novamente a Vó Maria deixou tudo e se mudou para São Paulo. Ia novamente cuidar de seu caçula de perto.

    De 1968 a 1975 trabalha na Companhia Telefônica Brasileira (CTB).

    Em 1972 começou o curso de Engenharia Operacional em Eletrônica, no extinto Instituto Politécnico de São Paulo, uma escola que ficava na Liberdade e oferecia o único curso noturno de engenharia em São Paulo as época.

    Em 1973, com o fechamento do Instituto, transferiu-se para Universidade Santa Cecília dos Bandeirantes, em Santos.

    Em 1974, convidado pela então namorada, foi jantar na casa de uma moça que também trabalhava na CTB. A moça, muito bonita, bonita até demais mexeu com Reis. Naquele momento alguém começou a perder um namorado…

    Em 18 de março de 1950, na localidade denominada Lagoa da Onça, município de Itapipoca, no estado de Ceará, nascia Ludovina Araújo Pinto, (Lu), a terceira filha de Antônio Pinto de Mesquita e Rosa Araújo Pinto, pais também de José (Zequinha), Maria Zeli (Zeli), Maria do Socorro (Socorro), Maria de Fátima (Fátima),Francisco (Chiquinho) , Maria da Mercês (Mercedes), Rosa Maria(Rosinha), Carlos Antônio (Carlinhos) e Juarez. Os três últimos nasceram em São Paulo.

    Lu começou a aprender a ler lá mesmo no interior do Ceará. Para a escola, iam a pé as meninas e Zequinha, garboso, ia montado num jumento. Para não atrasar a viagem, o Zequinha, irmão zeloso e bonzinho, dividia o rabo do burro entre elas, cada uma com o seu pedaço, açoitava então o jumento que no trote ia arrastando as heroínas pela estrada a fora (de cair, poderia até acontecer, mas só se alguém, por mole que fosse, não conseguisse acompanhar a marcha, o que resultava no máximo em alguns aranhões no joelho, nada que uma boa passada de cuspe não resolvesse). A chegada no horário era assim garantida!

    “Seu” Antônio costumava presentear os filhos com filhotes de periquito. Cada um tinha e cuidava do seu, que andava solto pela casa. Periquito solto e andando pela casa, um irmão correndo, uma pisada no lugar errado e assim um primeiro filhote era esmagado. “Ah é! Pisou no meu, piso no seu” e um segundo filhote acompanhava o primeiro. Após o processo ser iniciado, o destino dos demais filhotes já estava selado. Não havia como fugir! Só buscando uma nova ninhada, cujo destino já estava também selado!

    Em 1958, “seu” Antônio, com toda a família, embarcou no navio “Raul Soares” e zarpou para o Rio tendo como destino final a cidade de São Paulo. A viagem de navio, um acontecimento extraordinário para a pequena Lu, foi uma ocasião de descobertas e traquinagens diversas. Escondida, era uma beleza olhar pela fresta da cortina e ver o “strip tease” das mulheres da “boite”. Só que durava muito pouco a brincadeira, pois logo era descoberta por algum tripulante e a bisbilhoteira, levantada pelos braços, era levada de volta para o seu camarote! E o cheiro do pão fresco que exalava da padaria!”Meu Deus, que coisa boa era aquilo!”

    Esta foi a última viagem em que o famoso “Ita” deixou o norte e trouxe gente para morar em São Paulo. De trem, a partir do Rio, a família Pinto chega a São Paulo e vai morar na Vila Maria.

    Na Vila Maria, Lu concluiu o primário e o ginasial na “Escola Estadual Paulo Egídio “.

    Trabalhou em uma malharia no Brás, entrou na Telefônica em 1970 e em

    1974 ofereceu um jantar para os amigos! Foi para este mesmo jantar que o Reis foi convidado. A Lu ficou um pouco impressionada com aquele moreno… Daí…

    O namoro não demorou muito, o noivado um pouco mais e o casamento teve que esperar até a formatura na faculdade.

    Ainda em 1975 o Reis saiu da CTB (TELESP desde 1970) e ingressou na Ericsson do Brasil, uma empresa fabricante de equipamentos de telecomunicações de origem Sueca.

    Em 25 de outubro de 1975 Lu e Reis (devidamente formado) se casaram na Igreja Nossa Senhora da Candelária, na Vila Maria (Lu se tornou Ludovina Pinto Moreira) e foi morar na Vila Élida, junto com os pais do Reis. O casal morou com eles até abril de 1980, quando se mudou para a Rua Maria Conceição Miragaia,(antiga Rua Dezesseis) na mesma Vila Élida, onde estão até hoje.

    Em 23 de fevereiro de 1977 nascia Zezinho (José dos Reis Pinto Moreira), em 16 de março de 1979 veio a Dani (Daniela dos Reis Pinto Moreira) e por fim, em 31 de maio de 1983 chegou a Vi (Vivian dos Reis Pinto Moreira). Zezinho é engenheiro, Daniela pedagoga e Vivian bacharel em direito e a última dos primos em primeiro dos descentes do Vô Calidônio e da Vó Maria.

    Em 1983, Reis saiu da Ericsson e ingressou na Cia. Telefônica da Borda Campo (CTBC), uma subsidiária da Telebras, que explorava os serviços de Telefonia na região da Zona da Mata de São Paulo e lá permaneceu até 1998, data de sua aposentadoria.

    Na segunda metade da década 80, Reis voltou para a Escola e concluiu uma nova graduação no Curso de Engenharia Industrial Elétrica. Em 1995/6 fez uma pós graduação “Lato Sensu” em Rede Computadores na Universidade de Brasília.

    A partir de 2001, Reis e Lu dividem o seu tempo entre a chácara que construíram em Ipatinga e a sua residência em São Paulo.

    ribeirojequeri | 21 de agosto de 2013 às 16:40 — com Modad Barbosa e outras 7 pessoas.

    JOSE DOS REIS MOREIRA

    ribeirojequeri.wordpress.com

    21AGO13 – COPIO O QUE CONSIDERO UMA BONITA HISTÓRIA DE VIDA. EU CONHEÇO UM POUCO DA SAGA DOS CALIDONIOS -REIS MOREIRA É UM JEQUERIENSE QUE FEZ HISTÓRIA . breve história da família Reis e LU José do…
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