HISTORICO DO 6 BTL GOV VALADARES -PMMG

 TENHO A HONRA DE TER PARTICIPADO DA HISTORIA DO SEXTO BATALHÃO,POR ISTO REGISTRO OS FATOS COM PRAZER. SERVI NO SEXTO BATALHÃO ENTRE 1968 A 1997. ÉPOCA DE OURO  NAS ESCOLAS DE RECRUTAS COM A CHEFIA DO ENTÃO CAP JAIR JOÃO TEIXEIRA E EQUIPE FORMADA COM SGT ANTONIO ALVES, SGT SOUZA NETO, SGT ADÃO DOS ANJOS, SGT ADIL TEIXEIRA, SGT EXPEDITO, SGT LEO E OUTROS. QUANDO ENTREI PARA A PM O CMT DO SEXTO BATALHÃO ERA O TEN CEL FERNANDO MENDES E SUB CMT MAJOR FRANCISCO P XAVIER.
PMMG/6 BPM -SERVINDO A COMUNIDADE
DO VALE DO RIO DOCE
HISTÓRIA E TRADIÇÃO IMPULSIONANDO O
CRESCIMENTO DE VALADARES E REGIÃO
O Sexto Batalhão da Polícia Militar de Minas Gerais nasceu em um ambiente de conturbação da ordem pública e de tensão política social que dominava o país nos dias que seguiram a revolução de 1930, que conduzia à Presidência da República o gaúcho Getúlio Vargas. Foi o fim da chamada “República Velha”.
Foi neste contexto que o Sexto Batalhão foi criado pelo então presidente de Minas Gerais, Olegário Maciel. O Governo decidiu ampliar o efetivo da Força Pública transformando o “Serviço Auxiliar” – uma Unidade modesta e de finalidade secundária – em Sexto Batalhão. Através do Decreto 9.868 de 04 de março de 1931, no dia 07 de março do mesmo ano, em um prédio situado no bairro Cruzeiro, na capital mineira, o Sexto Batalhão foi instalado sob o comando do Tenente Coronel Luíz de Oliveira Fonseca. Assim o Sexto Batalhão iniciou suas atividades em um período conturbado – a Revolução de 1932.
Ainda em Belo Horizonte, o Batalhão mudou-se para o bairro Santo Antônio em 1940, onde ocupou por 12 anos as instalações deixadas pela extinção do Regimento de Cavalaria, atualmente Colégio Estadual.
CONQUISTA DO TROFÉU “PAGODE CHINÊS”
Em 1940 as condições de apresentação da tropa e o estado permanente de irrepreensível disciplina deram à Unidade fama nacional. Neste ano o Sexto Batalhão foi distinguido pelo Exército Brasileiro, recebendo um convite do Ministro da Guerra a participar do Desfile Militar de Sete de Setembro no Rio de Janeiro. Por três vezes consecutivas deslocou-se à antiga capital federal. Na última de suas apresentações, no ano de 1942, com a participação em Desfile Militar no Rio de Janeiro, o Sexto, durante o desfile, arrancou aplausos dos populares, sendo aclamado como a melhor tropa presente. Naquela ocasião, a tropa da Unidade, representando brilhantemente a Polícia Militar do Estado de Minas Gerais, recebeu o “Troféu Pagode Chinês”, que veio se tornar o símbolo do Batalhão, guardado como relíquia na sede da Unidade. Ainda nesse mesmo ano o Sexto Batalhão recebeu a comenda da Inconfidência Mineira como a mais disciplinada tropa da PMMG.
TRANSFERÊNCIA DE BELO HORIZONTE
PARA GOVERNADOR VALADARES
UM PERÍODO VIOLENTO
Foi nos anos que se seguiram à II Guerra Mundial que uma vasta região do Estado de Minas Gerais, formada pelos Vales do Rio Doce, Mucuri, Jequitinhonha e São Mateus passou a exigir maior atenção do governo. Desde sua emancipação política, em 1938, até o início da década de 1950, Governador Valadares já despontava como polo de desenvolvimento e atração na região. O potencial econômico, suas condições geográficas e recursos naturais faziam comerciantes, latifundiários e posseiros migrarem para esta região. Em 1940, Governador Valadares tinha uma população de 5.374 habitantes. Ao longo de 10 anos passou para 20.352 e em 1952 já ultrapassava a casa dos 30 mil habitantes. Junto ao crescimento da cidade, aumentava também o índice de criminalidade e violência. Eram comuns brigas, disputas e confrontos por terras, e depois por pedras preciosas e madeiras, disputadas por posseiros e grileiros. Capitalistas, homens de cidades grandes, buscavam negócios com a valorização da terra. Relatos históricos sobre a violência no Vale do Rio Doce no início dos anos 50 retratavam um jaguncismo – um tempo em que as diferenças eram acertadas na base do “olho por olho, dente por dente”. As ações de pistoleiros, contratados para prática de homicídios, somados a conflitos diversos, principalmente entre os peões dos depósitos de mica e madeireiras de Governador Valadares, concorriam para o aumento da criminalidade de violência, instalando uma sensação de insegurança e medo na população. Nessa época a presença da lei na região era amparada somente pelos pequenos e diminutos destacamentos do Primeiro, Terceiro e Nono Batalhões. Diante da emergente necessidade de se estabelecer a ordem na região leste de Minas Gerais, em junho de 1952, o governador Juscelino Kubitschek, através do Decreto-Lei 3.810, determinou a transferência do Sexto Batalhão, então Sexto Batalhão de Infantaria, de Belo Horizonte para Governador Valadares.
CHEGADA E INSTALAÇÃO EM GV
No dia 21 de julho de 1952, uma solenidade na Praça da Estação, em Belo Horizonte, marcou a transferência do Sexto Batalhão, com todos os seus homens, armas e materiais para Governador Valadares, designado para atender a população da região leste do Estado, mediante a necessidade de tranquilidade e respeito à ordem pública. Eram 20 oficiais e 300 praças que deixaram a capital do Estado embarcando na estação da Estrada de Ferro Central do Brasil e chegando a Governador Valadares às 14h do dia 22 de julho de 1952.
As primeiras instalações do quartel do Sexto Batalhão em Governador Valadares foram construções de madeira, a oito quilômetros do centro da cidade, no bairro Vila Isa nas dependências do antigo galpão do DNER, onde permaneceu instalado por nove anos.
A MUDANÇA PARA AS ATUAIS INSTALAÇÕES
Ainda no ano de 1952, o então prefeito de Governador Valadares, Raimundo Albergaria, doou uma extensa área no bairro Nsa. Sra. de Lourdes – 45 mil metros quadrados – para Polícia Militar construir as instalações do Sexto Batalhão. No final daquele ano, a prefeitura deu início às obras de terraplanagem. As obras da construção do atual prédio da Unidade foram realizadas pelos próprios militares que ao longo de nove anos ergueram o novo prédio do Batalhão. A mudança da antiga sede no bairro Vila Isa, para as atuais instalações no bairro de Lourdes, ocorreu no dia 28 de janeiro de 1961. Ao longo dos anos as instalações do Sexto Batalhão têm sido ampliadas e modernizadas. Hoje a Unidade tem um complexo de oito prédios, estacionamentos, quadras e campos de futebol, piscina (praça de esportes) interligados ao Colégio Tiradentes, ao Núcleo de Assistência Integral a Saúde, à sede da União dos Militares de Minas Gerais e à 5ª Cia de Missões Especiais.
Atualmente o Sexto Batalhão divide a responsabilidade territorial, no campo da segurança pública da cidade de Governador Valadares com o 43º BPM, a 5ª Cia de Missões Especiais e a 8ª Cia Ind MAT. A Unidade conta com 3 Companhias sediadas em Governador Valadares, sendo a 44ª e a 208ª Companhia PM e a 101ª Companhia de Ensino e Treinamento, além de 2 Companhias destacadas, a 49ª Companhia PM, sediada em Aimorés e a 159ª Companhia PM, na cidade de Mantena. O Sexto Batalhão é responsável pelo Policiamento Ostensivo numa área abrangendo 20 municípios e seus respectivos distritos, numa extensa área da região leste de Minas Gerais, com missão de proporcionar um ambiente seguro, sempre focado no negócio da Polícia Militar, que é promover a Paz Social.

FRANCISCO PEREIRA XAVIER-CORONEL DA PMMG
COMANDANTE FANTASTICO.
Nascido na Fazenda do Riacho do Campo/Urucuia, Município de Brasilândia/MG no dia 3 de dezembro de 1929. Filho de João Natal da Silva e Bárbara Gonçalves da Silva. Casado com Raimunda Lana Xavier, pai de dois filhos: Ariadne e Kleiner – Irmãos: Cel João Natal Filho, Cel Jose Eustaquio Natal, Prof.Tasso Natal, Prof. Natalia Carlos Pereira, Prof Elza Natal,Prof Zilah Natal.
Da linhagem dele destaco em atividade(2017) o Ten Cel Celio Alves Meneses Junior, Cmt do 6 Batalhão de Gov Valadares – Um expoente remanescente que esta a preceder desde o avô Sub Ten João Natal,e os tios Cel Xavier, Cel Natal e Cel João Natal, na história da PMMG.
O QUE ESTA EM ESTUDO É APENAS UM POUCO DA HISTÓRIA DESSE GRANDE OFICIAL QUE A PMMG TEVE.
NA BIOGRAFIA DELE MUITOS OUTROS CAPITULOS SERÃO POSTOS AS CLARAS, MARCANDO E ETERNIZANDO UMA VITORIOSA CAMNHADA.
13OUTUBRO2017 CEL XAVIER TEVE ESCRITO O SEU ULTIMO CAPITULO, E ENTROU PARA A ETERNIDADE.
“DO CMT XAVIER TEM MUITAS HISTÓRIAS PARA SEREM CONTADAS”
NAS PAGINAS DO FACEBOOK MARQUEI ALGUNS BLOGUEIROS E HISTORIADORES PARA QUE ELES BUSQUEM NA HISTÓRIA E ESCREVAM ALGUMAS COISAS DO CEL FRANCISCO PEREIRA XAVIER, DA TURMA DO CFO DE 1957, MAS QUE ASSENTOU PRAÇA ANOS ANTES.
EU com essa pequena menção busco homenagear, mesmo que de forma modesta, um dos maiores Comandantes que a PMMG teve ao longo da história. Coronel XAVIER é daqueles, e Ele pelo tanto que fez,certamente será constado como personagem de um seleto grupo.

CORONEL FRANCISCO PEREIRA XAVIER é um Personagem que marcou muitas vidas e muitos fatos.
A história da vida dele foi contada e recontada por varias vezes,em varios jornais, midia etc
Hoje, no transcurso do ano de 2017, exatamente em 13 outubro,nós homens estaremos acrescentando na Biografia dele, o ultimo capitulo de uma trajetória de luta com muitas vitórias.
PORQUE ELE ,NO DIA 13 OUTUBRO 2017,DESCANSOU DAS SUAS LUTAS.
Mas foi lá Pelos idos de 1950, iniciou Ele a caminhada como Policial Militar, nas primeiras graduações, para em 1957, sagrar-se Aspirante aos Postos da PMMG.E a todos galgou com competencia,pois da sua história, diz de um Tenente atuante, de um Capitão já com tendencias de um grande Comandante, de um Major efetivamente nos Comandos de Unidades.
E assim Ele caminhou pelas Minas Gerais, sempre se destacando e resolvendo problemas de alta complexidade, como foi a pacificação da desordem instalada em Ipatinga, da sua intervenção firme e corajosa frente aos casos de corrupção instalado na Administração do 11 BPM de Manhuaçu.
Eu particularmente O tenho como muito importante na minha modesta caminhada,pois iniciei com Ele,quando Ele era o Sub Cmt do 6 Batalhão, gestão Cel Fernando Mendes.Dele tenho ATOS importantes que me fizeram caminhar. O primeiro foi o dia em que Ele anunciou ao Cmt,que EU e muitos outros estavamos prontos para o serviço; Segundo foi quando Ele me fez destacado para Itanhomi e o terceiro foi quando Ele me puniu de forma exemplar.
Do CMT XAVIER Não tenho como especificar detalhadamente os passos dele,por me faltar fonte de consulta, e nem cogito,vez que o que proponho é apenas trazer a tona um pouco da vida desse Oficial, realmente um homem que passou pela vida e deixou um legado de alto valor, para a família, para o povo mineiro e principalmente para a PMMG.
CMT XAVIER era duro e austero nas decisões, mas parece que seus atos eram sempre corretos, dado a empatia que Ele tinha com a tropa.Ele era aquele Comandante presente frente a tropa, dando noticias, contando causos, convidando os contadores de piadas e mandando a Banda de musica executar bons concertos musicais, do qual lembro-me de um que Ele gostava muito”Barbeiro de sevilha”-Ópera de Giochinno Rossini.
MAS TINHA OUTRO LADO NA HISTÓRIA:
ESTAR DE FRENTE COM O CMT XAVIER, REALMENTE FAZIA O “CABRA”TREMER.
COMANDANTE FANTASTICO.

ANEXO II- POR JOSE AUGUSTO MORAIS – HISTORIADOR IPATINGUENSE.
Por Jose Augusto Morais:
“Personagem da História de Ipatinga.
FRANCISCO PEREIRA XAVIER (Tenente Xavier)
Francisco Pereira Xavier nasceu na Fazenda do Riacho do Campo/Urucuia, Município de Brasilândia/MG no dia 3 de dezembro de 1929. Filho de João Natal da Silva e Bárbara Gonçalves da Silva. Casado com Raimunda Lana Xavier, pai de dois filhos: Ariadne e Kleiner.
“Xavier Kid” e “O Manso”
Coronel reformado, Xavier (mais conhecido em Ipatinga como “Tenente Xavier”) concedeu esta entrevista em 2012.
“Minha primeira atuação na cidade aconteceu no dia 7 de outubro de 1963, data do histórico ‘Massacre de Ipatinga’. Retornei a Governador Valadares no mesmo dia, mas fui transferido logo depois para Ipatinga, onde recebi vários apelidos da população. Por exemplo: “Xavier Kid’ e “O Manso”.
Sapateiro e soldado em Bom Despacho
“Com três anos de idade fui para Bom Despacho (MG). Lá, fui criado em um canto de rua, na periferia da cidade. Naquela época não existia favela, pois a pobreza ainda não havia subido o morro.
Aos sete anos de idade, aprendi ofício de sapateiro. Para não continuar sendo sapateiro, entrei para a Polícia Militar aos dezessete anos.
Em Bom Despacho, os jovens eram soldados, pescadores ou radiotelegrafistas. A cidade só tinha um grupo escolar e somente as crianças de pais mais abastados podiam estudar.”
CARREIRA POLICIAL
Sentinela de cemitério e condução de doido
“Três semanas após entrar para a Polícia Militar e receber a farda, fui destacado para a cidade de Divinópolis, para interferir em uma greve de ferroviários da Rede Mineira de Viação. Foi quando comecei a ver que ser polícia não era tão fácil como imaginava.
A primeira missão que recebi foi ser sentinela na porta de um cemitério de Divinópolis, para evitar que as mulheres dos ferroviários tirassem os cadáveres e os jogassem na linha do trem. Fiquei lá, morrendo de medo e torcendo para as mulheres invadirem o cemitério, porque eu não queria ficar sozinho. Na realidade, tinha medo era dos defuntos.
Aprendi algumas coisas lá. Por exemplo: quando eu (recruta) e um soldado mais antigo (no comando) fomos levar um louco de Divinópolis para Belo Horizonte, fomos em vagão de segunda classe do trem. O soldado que comandava perguntou:
– Sabe por que soldado anda de segunda classe no trem?
Eu disse que não sabia e ele respondeu:
– É porque o trem não tem terceira classe.
Nesse meio tempo, o louco conseguiu fugir e passei a ficar preocupado com aquela fuga. Porém, o soldado mais velho não estava nem um pouco preocupado com o acontecido. Para ele, era fácil resolver o problema.
Ao chegarmos à estação da cidade de Joatuba, ele me disse:
– Ô Pardal (tratamento dado aos novos recrutas)! Tudo que eu te mandar fazer, você faça sem perguntar!
Tinha um coitado de um andarilho ali. Ele o agarrou e falou:
– Esse aqui é o nosso doido. Vamos levá-lo.
Nós o levamos e o entregamos no hospício, no lugar do outro que fugiu.”
Formação acadêmica (PM) e cargo de delegado
“Como soldado, comecei a estudar porque pensei que ser cabo seria melhor que ser soldado, que tirava sentinela. Depois de cabo, quis ser sargento porque, pelo menos, tinha um uniforme mais bonito.
Fiz curso para ser cabo. Gostei de ficar no DI, em Belo Horizonte, onde fiz curso de sargento, porque não tinha nem o Curso Primário na época. Em seguida, fiz um curso de Oficiais. Estava estudando História e Geografia, mas, como não tinha feito o Curso Primário, não pude ser diplomado.
Minha família tinha se transferido para Governador Valadares e de lá veio uma carta de meu pai me chamando para aquela cidade.
Na carta, meu pai dizia o seguinte: ‘Francisquinho, venha para Governador Valadares porque o futuro está aqui. O tenente Olímpio Alves, com menos de dois anos na cidade, já conseguiu comprar uma bicicleta à vista.’
Naquela época, na porta da Academia da Polícia Militar você encontrava alguns carros daqueles bem antigos, mas que pertenciam aos professores civis. Nenhum militar possuia carro.
Me transferi para Governador Valadares no dia 11 de janeiro de 1958. Minha mulher estava perto de dar à luz a minha primeira filha. Fui designado delegado auxiliar da cidade. Prestava serviço no batalhão e na delegacia.
Posteriormente, fui delegado em muitas cidades de Minas Gerais, de 1958 até 1969, quando fui fazer curso superior da Polícia Militar.
Enfrentei conflitos, tiroteio em Abaeté, onde perdi companheiros. Fui delegado em Mutum, Simonésia, Aimorés, Ipanema, Manhumirim, Abre Campo e várias outras cidades.”
“Cosme e Damião”: policiamento em dupla
“Em Belo Horizonte, após ajudar a um policial no combate a criminoso, vi a necessidade do policiamento ser feito em dupla. Fiz a proposta para o comando, mas não foi aceita. Posteriormente, um companheiro meu que estava indo para o Rio de Janeiro achou boa a proposta e a levou para lá.
Com isso, foi criado naquela cidade, baseado na minha proposta, o policiamento em dupla, ao qual deram o nome de ‘Cosme e Damião’.”
MASSACRE DE IPATINGA – 7/10/1963
Ações no “Dia do Massacre” e prisão de Xavier
“Naquela época, estava gozando de muito prestígio como delegado e convalescendo de uma hepatite em Governador Valadares.
Quando estourou a revolta em Ipatinga, fui chamado de madrugada pelo subcomandante do batalhão. Ele me pediu para arrumar trinta homens de uma equipe especial que tínhamos, destinada a trabalhos de maior risco. Perguntei o que estava acontecendo, mas ele disse que lá eu ficaria sabendo. Consegui juntar vinte e um companheiros, coloquei a turma na carroceria do caminhão do 6º Batalhão e partimos para Ipatinga.
Chegamos na manhã do dia 7 de outubro de 1963, quando já havia acontecido a tragédia. Fui direto para a delegacia, onde encontrei somente dois presos em sala livre tomando conta dos outros presos. Perguntei o que estava acontecendo e eles falaram que não sabiam ao certo. Sabiam somente que teve muito tiro lá embaixo.
Toquei o caminhão para o Escritório Central da Usiminas. Paramos o caminhão e vi uma multidão vindo de lá em direção a nós. Mandei descerem os soldados e nos preparamos para receber o pessoal. Nós armados e mais de sete mil homens vindo em nossa direção. Vi uma mulher deitada na sarjeta da estrada e o sangue correndo. Ela estava abraçada com uma criança. A princípio pensei que a criança estava viva. O tiro teria entrado nas costas da criança e ultrapassado o corpo da mulher também. Peguei a criança e constatei que ela já estava morta.
Do Escritório Central saiu um homem de branco (que, mais tarde, fiquei sabendo: era dr. Jair Abelha) gritando para que nós fôssemos embora porque já tínhamos feito uma desgraça. Disse a ele que estávamos chegando naquela hora de Governador Valadares e não sabíamos o que estava acontecendo. Ele disse que nós já tínhamos matado muita gente e baleado mais de trezentas pessoas.
‘Some daqui!’, disse ele. Perguntei para onde eu iria, porque não conhecia nada ali. Ele me disse que fosse para o quartel da Fazendinha, que ficava no caminho do bairro Bom Jardim.
O soldado que estava dirigindo o caminhão sabia onde ficava e fomos para lá. Quando cheguei na Fazendinha, encontrei o capitão Robson Zamprogno chorando dentro da cabine da perua da polícia. A tropa da infantaria estava sentada no chão enquanto o tenente Jurandir, comandante da cavalaria, dançava com os soldados dele como se fossem índios, segurando fuzis, sem consciência da desgraça que já tinha acontecido.
Perguntei ao Robson o que tinha acontecido e ele disse que teve muito tiro e muita morte. Alguém me explicou que tinha acontecido um tiroteio e achava que havia morrido muita gente, mas não tinha nenhum soldado morto nem ferido.
Os soldados estavam sitiados ali. Olhei para o morro e vi muita gente lá. Estavam armados com machados, foices e pedaços de paus, mas não vi nenhuma arma de fogo. Na Fazendinha não tinha água e nem comida para os soldados, pois o pessoal não deixava entrar água e comida nem permitia que qualquer soldado saísse. Minha primeira providência foi mandar furar uma cisterna para obter água. Meu pessoal começou a furar, porque os soldados que estavam lá não faziam nada.
Horas depois, chegou no quartel o então prefeito de Coronel Fabriciano, Ciro Pogialli, trazendo caldeirões com comida e água. Ele passou por uma estrada não convencional. Pouco tempo depois, chegou uma companhia do 6º Batalhão, comandada pelo capitão Jacinto Franco do Amaral. Como ele era capitão, assumiu toda a direção. Fiquei sendo comandado e sem tomar qualquer atitude.
No dia seguinte, o comandante geral da Polícia Militar e representantes do Governo de Minas vieram de Belo Horizonte para conversar com a classe trabalhadora e representantes do sindicato. Foram para o Escritório Central da Usiminas, onde o comandante geral, José Geraldo de Oliveira, bom orador, fez um discurso prometendo aos trabalhadores que aquilo não ficaria impune: ‘Tudo seria apurado e os culpados seriam castigados, rigorosamente’.
Foram discutir com o presidente do sindicato e com João Luzia, que era o chefe do CGTE (Comando Geral dos Trabalhadores do Estado de Minas Gerais), no Grande Hotel Ipatinga. O capitão Jacinto me levou com ele.
Chegando lá, vi o ‘Estado’: representado pelo Comandante Geral, Comandante do Batalhão e todas as outras autoridades ao pé da escada. Foi quando veio descendo o João Luzia com um sorriso sarcástico, água escorrendo pelo rosto como se tivesse acabado de tomar banho, uma toalha no pescoço e de tamanco. Todo o ‘Estado de Minas’ aos seus pés, olhando para ele como se estivesse aguardando uma ordem. Fiquei realmente revoltado com aquela cena: ele exigindo tudo e as autoridades ali presentes acovardaram-se.
Nisso, chegou a notícia que o pessoal estava atacando a sede (Centro) da cidade de Ipatinga. Falaram que iam colocar fogo na cadeia e matar os presos, atacar a Casa de Saúde Santa Terezinha e um posto de gasolina que existia do lado. Por minha ‘autorrecreação’, peguei meia dúzia de soldados dos meus (sem ordem de ninguém) e fui ao local, para impedir o acontecimento.
Cheguei antes dos vândulos. Libertei os presos e ‘eu pus fogo na cadeia’. Enquanto a cadeia pegava fogo, fui procurar as mulheres dos soldados que estavam foragidas com medo da multidão (inclusive a mulher do cabo Teodoro, que estava grávida e ganhou menino no meio do mato).
Eles chegaram a colocar fogo no mato, para que as mulheres saíssem ou morressem queimadas. Nesse meio tempo, houve troca de tiros entre meus homens e os vândalos na zona boêmia do Juá. Morreram três pessoas.
Quando o Comandante Geral soube o que eu tinha feito, me prendeu e me mandou de volta para Governador Valadares em um trem de minério. Ou seja, cheguei em Ipatinga na manhã do dia 7 de outubro de 1963 e fui mandado embora (preso) na noite do mesmo dia.”
IMPRESSÕES: A cidade e o “massacre”
Favela no buraco
“No Centro de Ipatinga tinha mais gente desempregada do que trabalhadores da Usiminas. Pessoas que vieram de todos os lugares do Brasil e do mundo e não encontraram trabalho formaram ali a favela mais esquisita que já vi. Ao invés de ser no morro, era no buraco. Mais de sete mil barracos de madeira foram contruídos ali, entre a avenida e o Ribeirão Ipanema: a famosa ‘Rua do Buraco’.”
Despreparo da Polícia e da Vigilância da Usiminas
“A polícia que fez o policiamento dessa cidade foi armada com metralhadora, fuzil e cacetete, sem nunca ter sido preparada para policiar nada, a não ser para funcionar como reserva do exército. Eles eram mais militares do que policiais. Tinha um pelotão de infantaria e um de cavalaria.
O destacamento de cavalaria era antipatizado pela população da cidade. Eles sempre falavam que não eram piores nem melhores do que ninguém. ‘Somos diferentes’, diziam eles. Faziam o que achavam que devia ser feito e nunca aceitaram orientação da polícia de infantaria. As esporas desses soldados, ao passarem no chão, emitiam um ruído. Por isso foi criada a expressão ‘Tá tinindo’, que os soldados passaram a não aceitar e a bater em quem a citasse.”
Responsáveis pela tragédia de 7 de outubro
“O Estado de Minas Gerais é o grande responsável por toda a desgraça acontecida em Ipatinga no dia 7 de outubro de 1963. A Polícia Militar foi o instrumento da falta de responsabilidade do Estado.
A Usiminas tinha sua própria segurança: ‘corpo de Vigilância’ comandado por um ex-policial (Omar) e por um sub-tenente (Braga). Vaidosos, eles achavam que a Vigilância era mais importante do que a empresa toda. Não tinham nenhum cuidado e passaram a tratar o operário de qualquer maneira, o que culminou com o problema da revista na saída da portaria.
A Polícia militar, não preparada, comprou a briga da Vigilância e foi prender os operários. Fizeram prisões absurdas. Caminhões de presos foram levados para o quartel da cavalaria e, lá, foram despejados de qualquer maneira. Houve fraturas em braços e lesões em joelhos dos operários.”
A atuação do sindicato
“Se não fosse a sensatez de Geraldo dos Reis Ribeiro (o mais correto presidente de sindicato com quem já lidei na minha vida), se fosse depender do Getúlio, do José Martins (que era um inconsequente), do Júlio (o Espanhol), o negócio pegava fogo era toda hora. Esses três eram incendiários, mas o Geraldo Ribeiro conseguia conter essa gente.”
Lição para a Polícia Militar
“Aquilo que aconteceu em Ipatinga foi uma lição para a Polícia Militar, porque ela estava preparada para qualquer tipo de policiamento menos policiar uma cidade de operários. Era mais militar do que polícia.
A Polícia Militar era manipulada pelo governo. Tinha saído da ditadura de Getúlio Vargas e entrado no governo populista de João Goulart, onde os trabalhadores faziam de tudo.
Nesta época o armamento da polícia era fuzil e metralhadora. Não tinha nenhum equipamento de efeito moral. Era a infantaria e a cavalaria. A polícia não estava preparada para aquele tipo de conflito.
Na Mannesmman, por exemplo, nós erámos chamados para reprimir e chegávamos jogando a cavalaria em cima da multidão.”
Preparação de policiais em BH
“Mesmo depois que a poeira da tragédia assentou, a polícia que tinha ficado em Ipatinga com o capitão Jacinto Amaral ficou aquartelada sem poder policiar a cidade. Enquanto isso, a Polícia Militar começou a fazer, em Belo Horizonte, o que deveria ter feito antes: preparar um grupo de policiais para policiar uma cidade industrial.”
A VOLTA DE XAVIER PARA IPATINGA
Ipatinga como “punição”
“Em janeiro de 1964, o comandante, para ficar livre de mim em Governador Valadares, me mandou de volta para Ipatinga (como punição) achando que estava me mandando para o inferno. Dei sorte, porque, quando cheguei, encontrei uma polícia de primeira qualidade, preparada realmente.”
Policiamento nos bairros
“Começamos a policiar a cidade aos poucos. Trabalhamos primeiro no Centro, onde o número de operários da Usiminas era menor. Posteriormente, o bairro Cariru aceitou ser policiado e estendemos o policiamento para o bairro Prato Raso (Novo Cruzeiro), Barra Alegre e Bom Jardim. Ainda era proibido policiar os bairros Horto e Santa Mônica.
Continuamos trabalhando e a Comarca teve sorte de ter como juiz o dr. Massilon Rezende, homem que honrou a profissão. Muito competente, enérgico e correto. Eu dava satisfação de tudo que fazia para ele. O promotor Orlando Milanez não perturbava.”
Queda do “Forte Santa Mônica”
“Outro erro da cidade: no bairro Santa Mônica tinha alojamentos cheios de solteiros e na cidade não tinha nenhuma diversão para os mesmos. Todo dia era segunda-feira, porque todos os dias eram para trabalhar.
O Centro ficava cheio de pessoas de todos os cantos do Brasil, que vinham procurar emprego e não encontravam. Ficavam perambulando por lá.
As pessoas falavam que a polícia não podia entrar no ‘Forte Santa Mônica’. Podia ir em qualquer lugar da cidade, menos lá. Anunciei então ao dr. Massilon que ia policiar o Santa Mônica. Ele só me perguntou se eu estava preparado.
Chamei o sargento Giuliarti e um cabo. Disse a eles que nós íamos entrar no Santa Mônica na hora da troca de turno. Fomos para lá sem armas e sem cassetete. Deixamos a viatura na porta do restaurante e subimos o resto do morro a pé. O pessoal começou a gritar, a achar ruim e ouvimos alguns tiros, mas não em nossa direção. Chegou um rapaz (parece que se chamava Paulo) e nos falou: ‘O pessoal está querendo dormir e a presença de vocês está incomodando’. Falei para ele: Temos de sepultar aqueles defuntos do dia 7 de outubro. Estou aqui para pegar todas as armas que existem no alojamento. Vocês vão colocar as armas nas portas dos alojamentos, porque, se não o fizerem, vou trazer uma tropa forte para buscá-las. Essas armas não vão ficar com vocês.
Esse camarada foi tão correto e teve tanta autoridade que, na manhã seguinte, ele me comunicou que as armas estavam lá, à minha disposição. Recolhi 193 kg de armas: vários mosquetões, revólveres, garruchas e muitas facas. Não sei o número de armas. Juntei tudo, pesei, coloquei em caixotes e enviei para Belo Horizonte.”
Alarme falso e paralização de operários
“Tinha um tal de Tertuliano que andava somente com uma camisa vermelha. Ele não tinha nenhum interesse em trabalhar.
Tive dois encontros com ele. Da primeira vez, fiquei sabendo que haviam dado um tiro no Santa Mônica e havia uma vítima fatal. Fui à casa do Geraldo Ribeiro e disse a ele que precisava ir lá. Ele me acompanhou.
Subi o morro desarmado, encontrei com ele e constatei que era alarme falso. Ele me falou algumas besteiras e o pessoal me vaiou quando já íamos embora. Geraldo Ribeiro fazia sinais para que eles parassem. Isso aconteceu antes do desarme do Santa Mônica.
O segundo encontro com Tertuliano foi quando houve uma paralização perto da passagem de nível, entre os bairros Horto e Bom Retiro. A situação ainda não estava tranquila e havia muito ressentimento por parte dos operários quando a empresa de ônibus resolveu propor um aumento absurdo para as passagens.
Fui para lá. Na época, eu usava um coldre, colte 45 amarrado na perna (por isso me apelidaram de ‘Xavier Kid’). Cheguei lá, encontrei uma multidão pronta para invadir e quebrar a Usiminas, sob a liderança do Tertuliano.
Subi no capô da viatura policial e disse para os operários: – Vocês têm hoje: casa de alvenaria, fogão a gás, vaso sanitário, prato de louça, televisão na sala e no quarto. Vocês têm tudo que seus pais e avós nunca tiveram, principalmente escolas para seus filhos e hospital para sua família. Vocês acham que vale a pena quebrar isso aqui por causa de uma ameaça de aumento de passagem de ônibus?
Virei para o Tertuliano e perguntei se ele queria mais sangue. Tirei o coldre, joguei nos pés dele e mandei que ele atirasse em mim. Depois pedi que voltassem para suas casas, que eu iria conversar com a direção da usina.
Procurei o dr. Gil Guatimosim e juntos fomos conversar com Doca Pires, proprietário da empresa de ônibus. Perguntei se ia ter o aumento de passagem e ele disse que sim. Então, disse para eles que, se dessem o aumento da forma que tinha sido divulgado, o que havia acontecido no dia 7 de outubro de 1963 seria fichinha comparado ao que aconteceria depois do aumento.
Assim, foi dado o aumento, mas mínimo, quase simbólico, e não aconteceu mais nada.”
Caça aos comunistas
“Chegaram a Ipatinga no início do ano de 1964, para trabalhar na Usiminas: capitão Fasseber, major Gonçalves e General Bragança.
O general Bragança via comunista em todos os lugares, porque o irmão dele tinha morrido em um levante comunista. Esse pessoal começou trabalhar na Vigilância da Usiminas e, aqui fora, tinha fazendeiros de Ipatinga sempre indicando pessoas que seriam comunistas.
Na realidade, as únicas pessoas com idéias comunistas que eu peguei foram o Paulo Fernando (que posteriormente chegou a ser prefeito de Governador Valadares) e o José Deusdedith Serrinha (que vivia me importunando).”
X9 na zona boêmia
“Nós fazíamos monitoramento das pessoas que frequentavam a zona boêmia do Juá com ajuda das mulheres que faziam ponto lá. Elas tinham que relatar para nós até as taras de cada um deles. Com isso, fazíamos uma ficha de cada um.”
Golpe Militar de 1964
“Eu acreditava no sistema. Veio a revolução e saí juntando pessoal voluntário para lutar na revolução a favor do sistema.
Coloquei cem homens armados, prontos para lutar contra o governo instalado no Brasil. Reservei toda a gasolina estocada nos postos de Ipatinga para um possivel deslocamento da tropa. Qualquer pessoa, antes de abastecer seu carro, tinha que passar na delegacia e pegar uma autorização comigo.
Utilizei também informações das mulheres do Juá sobre o tipo de homens que lá apareciam.”
MORTOS E FERIDOS NO DIA 7 DE OUTUBRO
“A informação que tive posteriormente foi que, no dia 7 de outubro, morreram trinta e sete pessoas e ficaram trezentas feridas.
Na época, José Francisco de Oliveira foi o único militar sensato. Foi contra tudo que aconteceu no dia 7 de outubro. Era o policial mais esclarecido da tropa e, por isso, não foi preso e continuou na cidade. Nunca encontrei pessoa com melhor caráter do que o ‘Tenente José Francisco de Oliveira’”.

ANEXO III – POR TEN CEL ADMAR SIMIL
Sua Excelência: O Coronel
Era ali pelos idos de 1987, e eu então 1º Tenente PM com 24 anos de idade comandava o Corpo de Bombeiros de Governador Valadares. Estava sentado no Gabinete do Comando despachando quando entra o secretário anunciando:
“Sr Tenente !! pois não Cabo Portilho! O Sr Coronel Xavier está lá embaixo e quer falar com o senhor!” Dei um salto da cadeira e parti em disparada escadaria abaixo, até me colocar frente à frente aquele senhor. Alto, carregando nos olhos calmo a experiência de anos e anos servindo nos diferentes rincões do Estado de Minas, se impunha por uma autoridade natural. A apresentação regulamentar foi feita na hora, com disciplina e galhardia! “Senhor Comandante o Corpo de Bombeiros de Governador Valadares está sem alteração”. Olhou-me com carinho, com aquele ar paternal, e logo perguntou-me: como está seu pai?? Graças a Deus Comandante meu pai está muito bem, com saúde e curtindo a aposentadoria de 3 Sargento PM. Pois mande-lhe meu abraço e diga-lhe para aparecer qualquer hora! Agradeci sinceramente a lembrança, o carinho que aquele grande Comandante tinha com os velhos companheiros de caserna!
Levei -o ao Gabinete sentamo-nos e me contou grandes e boas histórias, falou-me de sua experiências do Comando, suas viagens, de quando inspecionou o destacamento de Nova Módica no Vale do Mucuri, onde meu pai Comandava.
Ficou um bom tempo alí comigo e finalmente partiu, precisava de uma vistoria em um edifício que havia construido, o que foi providenciado por nós no mesmo dia, o que lhe deixou bastante feliz e honrado!
Quando foi apanhar o laudo eu me dirigi a ele respeitosamente e lhe agradeci, pois foi o responsável pela transferência de meu pai de Nova Módica para a sede do Batalhão a fim de que eu e meus irmãos pudéssemos estudar no Colégio Tiradentes, portanto sem a sensibilidade daquele grande Comandante eu não teria cursado o CFO, ele ficou muito feliz com o reconhecimento, ficou mesmo até emocionado e a partir daquele dia onde a gente se encontrava sempre ocorria um forte abraço de carinho e amizade.
O Coronel Xavier não só transferiu meu pai, mas o transferiu rápido, sem demora, sem delongas, sem requerimentos e pareceres cansativos e exaustivos. Durante a inspeção no destacamento meu pai relatou-lhe a necessidade, o Grande Comandante o transferiu de imediato, determinando-lhe que já apresentasse na sede da OPM e procurasse a P-1 a fim de que fosse designado a algum Pelotão. Esta forma de ser, esta capacidade de decidir rápido, foi uma das características mais marcantes do grande Coronel Xavier, um comandante que por suas qualidades podemos chamar de : SUA EXCELÊNCIA O CORONEL!
Sua Excelência partiu, deixou sua família a quem desejamos que Deus dê o conforto necessário para suplantar tamanha perda, e deixou-nos também órfãos deste ser humano maravilhoso, pai de família exemplar e Comandante Venerado e Respeitado, que amava à PMMG e a seus integrantes, e que a tantos ajudou! Que seu legado seja para sempre Eternizado!!
ANEXO IV)DO CAP JAIR LANDES DE ANDRADE COPIEI E FAÇO COLAGEM DO SEGUINTE TEXTO:”Senhor Coronel Francisco Pereira Xavier! Meu primeiro Comandante na PMMG em agosto de 1986, quando assentei praça no 6º BPM, sob seu Comando. Grade homem grande, face um pouco sisuda, mais por verdadeira altivez, mas sempre com seu coração de ouro. Soube com maestria comandar e receber o respeito de tos seus comandados. Teve virtudes e defeitos – foi homem! Deixou no Bravo Torres um grande legado. Teve a gloria e a honra de ver seu sangue correr na veia dos que o precederam, inclusive seu respeitado sobrinho, o Sr. Ten Cel Célio Alves Menezes Júnior, que goza do mesmo prestígio vosso. A morte é a nossa verdadeira certeza e não ignoro a hora que marcharemos juntos, sob seu sábio Comando. Gostaria de viver e morrer como o fez – mistérios de Deus! Ave Comandante Xavier, Comandante Xavier Ave!!!”

RIBEIROJEQUERI

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